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PFCG é palco do 1° Curso de Sobrevivência Operacional do Depen

publicado: 24/05/2018 14h41 última modificação: 24/05/2018 14h48

Brasília, 24/05/2018 - Com o foco em situações de vulnerabilidade na vida privada dos servidores, a Escola Nacional de Serviços Penais (Espen) em parceria com a Penitenciária Federal em Campo Grande (PFCG) realizaram o 1° Curso de Sobrevivência Operacional do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), entre os dias 14 e 23 de maio, no estande de tiro da PFCG.

Os ensinamentos ministrados deixaram os participantes – agentes federais de execução penal (AFEP) e servidores ligados à Segurança Pública - motivados.

A supervisora do curso, AFEP Roberta, associa esse sucesso à preocupação do Depen com a vida dos servidores. “Ficou demonstrado o esmero pelos agentes em suas vidas particulares”, destacou.

O responsável técnico do curso, que teve o nome preservado, ressaltou os principais pontos instruídos. Segundo ele, a equipe de professores do Serviço de Armamento e Tiro (SAT) deu enfoque nas formas de porte de arma, no saque velado, no tiro embarcado, na percepção do momento exato da reação e na análise do ambiente.

“É importante, por exemplo, quando chegamos a um bar ou restaurante, sabermos onde há uma porta para uma eventual fuga, bem como termos a ciência de onde podemos nos proteger de uma troca de tiros”, exemplificou.

Reação dos participantes

O agente de escolta e vigilância penitenciária (AEVP) do Estado de São Paulo, Ricardo Antônio da Costa Lima, revelou que participou de mais de 60 cursos operacionais, mas mesmo assim aprendeu coisas novas.

“Gostei do treinamento com alvo em movimento, visto que, em uma situação real, o agressor não fica estático. Outro quesito que achei importante foi o tiro de entrevista, que consiste em atirar com a arma perto do corpo quando o oponente está muito próximo”, detalhou Lima, que também faz parte do Grupo de Intervenção Rápida (GIR).

Outro aluno, o AFEP Vitor, também elogiou o curso e a didática dos professores. Ele ainda recomenda a instrução para quem não se inscreveu e diz que faria de novo se pudesse. “Foi passada toda a técnica, mas, cabe aos agentes de segurança treinar tudo isso diariamente”.

Próximos locais

Conforme o cronograma de cursos presenciais da Espen, as próximas edições do curso estão previstas para acontecerem em Mato Grosso, Penitenciária Federal em Porto Velho, Penitenciária Federal em Catanduvas, Sergipe, Penitenciária Federal em Brasília e Santa Catarina.

 

Informações técnicas sobre o curso

O curso tem carga horária de 16 horas, equivalente a dois dias de treinamento. Em Campo Grande, foram viabilizadas três turmas, cada uma com capacidade máxima de 30 alunos.

A capacitação visa estreitar cooperações com os governos estaduais e distrital, a fim de fortalecer as respectivas políticas de ensino, capacitação e desenvolvimento profissional em relação a serviços penais e de segurança pública.

Ressalta-se, por fim, que as ações de ensino possuem vinculação estratégica com o Plano Nacional de Segurança Pública e visam contribuir para a “Racionalização e Modernização do Sistema Penitenciário” e “Enfrentamento às Organizações Criminosas, com ênfase nos delitos Transnacionais, Narcotráfico e Tráfico de Armas, com Especial Atenção à Área de Fronteira”.

 

Serviço de Comunicação Social do Depen - Créditos do texto: Munyz Arakaki

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